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jueves, 6 de agosto de 2020

Jornada "mártir" de Rui Vinhas, da equipa W52- FC Porto, na Volta a Portugal de 2018


A 6 de agosto de 2018 uma camisola do FC Porto ficou ensanguentada e rasgada no decurso de célebre ocorrência da Volta a Portugal em bicicleta desse ano, perante o estoicismo de um dos ciclistas da equipa W52-FC Porto. Então  «houve sangue, suor e lágrimas de Rui Vinhas na quinta etapa da Volta à Portugal. O ciclista dos azuis e brancos sofreu uma queda arrepiante na sequência de uma colisão com uma carrinha ainda na fase inicial da tirada e chegou mesmo a desmaiar com o impacto, mas como um verdadeiro Dragão, voltou a subir para a bicicleta e cumpriu os 120 quilómetros que faltavam. Rui Vinhas encarnou o espírito do FC Porto e, mesmo debilitado fisicamente, manteve-se em prova até ao fim e ajudou os “irmãos” a vencer a classificação por equipas. A nível individual, a vitória foi de Raúl Alarcón» – como muito bem é nesta data recordado na newsletter “Dragões Diário” do FC Porto. E no final houve regozijo de todos, incluindo Vinhas lá no meio, pois a vitória foi da equipa e dos ciclistas do FC Porto. 

Rui Vinhas, anteriormente vencedor da Volta a Portugal de 2016, escrevera assim de forma diferente a pedalar na biclicleta mais uma histórica página das comoventes histórias do desporto.


Na ocasião, como se chegou a sugerir no blogue "Memória Portista", podia ter ficado essa camisola mutilada no museu do FC Porto a eternizar tal esforço hercúleo em prol do símbolo e mística do FC Porto; mas ficou contudo na memória coletiva portista essa espécie de heroicidade de quem sente o que traz no corpo a representar uma legião de apoiantes e especialmente algo de religião clubística. 


Vinhas, ciclista de grande simpatia no mundo portista mas também no universo do ciclismo nacional, foi assim nessa segunda feira de início de agosto de 2018, no dia 6 desse mês de veraneio português e ao sexto dia de corrida da Volta a Portugal desse ano, o herói do dia, na etapa 5, entre Sabugal e Viseu. Ficando desde logo considerado um grande herói da Volta de 2018.

Rui Vinhas foi então vítima de acidente no decurso da etapa, havendo tido um acidente na parte inicial do percurso. O ciclista da W52 FC Porto chocou contra um carro de apoio da Israel Cycling Academy na recolagem ao pelotão depois de um furo, segundo a comunicação social, embora se ouça que foi atropelado, é o termo, num azar de quem ali anda. E ficou no estado que se viu nas imagens televisivas e mostram as fotografias que circulam nas redes sociais (conforme as imagens que se juntam aqui, também), muito mal tratado e com escoriações em diversas partes do corpo. Sofreu imenso para completar a etapa, mas conseguiu fazer isso, sabe Deus como, depois de percorrer mais de 100 quilómetros assim. Tendo conseguido terminar a etapa, ainda que a 9 minutos e 11 segundos do vencedor da tirada, mas mantendo-se em prova.

Com efeito, Rui Vinhas, ciclista da W52-FC Porto, vencedor da Volta a Portugal em 2016 e um dos elementos da equipa portista a correr nessa edição da Volta/2018, sofreu uma queda na quinta etapa da 80ª Volta a Portugal em bicicleta, ao sexto dia da prova, ficando com marcas corporais bem visíveis e em mau estado de sofrimento.


Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa, confirmou os ferimentos do ciclista, em declarações difundidas na comunicação social: «Ele estava a recolar ao pelotão quando o carro da equipa de Israel travou provocando uma aparatosa queda. Tem lesões na cara, cotovelos e anca esquerda, mas queixa-se sobretudo de dores num ombro».


Por saber como a sua contribuição para a equipa azul e branca ia ser precisa, de modo a ajudar à defesa da posição de camisola amarela do colega de equipa Alarcón (que seguia como lider da prova na classificação geral) e à união de todos os ciclistas do conjunto portista, Vinhas fez um sacrifício digno do maior apreço. Conseguindo sofrer resistindo, de dentes cerrados e olhos postos no interesse coletivo, Rui Vinhas fez das tripas coração, como se diz das gentes do Porto. Havendo esperança que fosse depois possível recuperar minimamente para, jogando com o dia de descanso imediato, de seguida continuasse, para manter a entreajuda da equipa. Antes de passar a linha de meta benzeu-se várias vezes, numa imagem que fica a marcar toda a envolvência dessa Volta, num misto de sentimentos óbvios e compensação íntima de ter arranjado forças para concluir a etapa.


A sua camisola rasgada era bem o símbolo da heroicidade demonstrada. Algo que merece ser guardado na memória portista.


Armando Pinto - agosto de 2020
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