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domingo, 20 de junio de 2021

José Neves, da W52-FC Porto: Campeão Nacional de Fundo (de Portugal) - Medalha de Ouro de Estrada-Elite / 2021

José Neves (W52-FC Porto) é campeão nacional de fundo. Seguido por Rui Oliveira (UAE Team Emirates) em segundo classificado e Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua) em terceiro, no pódio de ciclistas que correm em Portugal e no estrangeiro.

Em fim de semana de disputa das diversas provas das diferentes categorias dos Campeonatos Nacionais, José Neves do FC Porto foi na sexta-feira medalha de bronze no Nacional de Contrarelógio e no domingo medalha de ouro no Nacional de Fundo (estrada).  

Indo por partes:

José Neves "Bronze" nos Campeonatos Nacionais de Contrarrelógio Individual

Sexta-feira 18 Junho de 2021 - Decorreram os Campeonatos Nacionais de Contrarrelógio Individual em Vila Velha do Rodão. Com os ciclistas a partir de minuto a minuto para ver qual completava o percurso com o melhor tempo. 

O grupo W52-FC Porto teve 4 ciclistas a disputar o título de Campeão Nacional, percorrendo os 30,5 quilómetros. O mais rápido e novo Campeão Nacional da especialidade foi então João Almeida (que corre no estrangeiro pela Deceuninck-Quick-Step) com o tempo de 36m 20s e uma média de 50.3km/h. Em segundo lugar ficou Rafael Reis (da Efapel) e com a medalha de bronze ficou José Neves.


Da equipa W52-FC Porto - Tempos do CRI – Elites

3º José Neves 37m33

6º Ricardo Vilela 39m30

10º Jorge Magalhães 41m01

11º José Mendes 42m38

 

José Neves (W52-FC Porto) Campeão Nacional de Fundo - Medalha de Ouro de Estrada

Domingo 20 de junho de 2021 - Campeonato Nacional de Estrada em Castelo Branco, com os ciclistas a correrem num circuito de percurso total de 170,55 quilómetros.

José Neves Campeão Nacional 2021, vencendo a concorrência da categoria do pelotão nacional e da classe dos que correm por equipas estrangeiras.

José Neves consagrou-se este domingo em Castelo Branco o novo Campeão Nacional, e como tal irá ser o portador da camisola com a bandeira de Portugal durante, pelo menos, o próximo ano.

Foi com partida e chegada em Castelo Branco que se disputou o campeonato nacional de fundo, com 192 quilómetros num percurso duro, como deve ser o Campeonato Nacional. Corrida esta em que nos anos recentes o conjunto W52-FC Porto tinha acumulado vários lugares de pódio, contudo vendo a vitória a escapar-se. Mas como diz o rifão que quem porfia sempre alcança, este ano e desta feita foi conseguido o 1º lugar e consequente título. Estava escrito que um dia iria surgir, e é do FC Porto o Campeão Nacional 2021. Tendo a abrilhantar a vitória mais o facto de ter sido superado, além dos ciclistas das provas do calendário português, também os valorosos ases dos pedais que correm pelo mundo, como João Almeida, Rui e Nelson Oliveira.

Na página oficial informática da W52-FC Porto está registado: «Atacamos a corrida de início, o que fez o pelotão desfazer-se em vários grupos. Após várias fugas com margens curtas, mas com elementos sempre bem colocados, foi já no circuito final, que foi percorrido 4 vezes, que as maiores diferenças se fizeram sentir. Do grupo de 15 ciclistas que seguiam na frente atacou José Neves, que rapidamente conseguiu um minuto de vantagem e nunca mais foi alcançado. Depois da medalha de bronze no contrarrelógio individual chega ao ouro na prova de fundo.

Os restantes membros da fuga chegaram passado 47 segundos, Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e Gaspar Gonçalves (Tavfer – Measindot – Mortágua) ficaram nos restantes lugares do pódio final.»

Classificação – Ciclistas W52 - FC Porto

1º José Neves 4h38m18

4º Francisco Campos +59s

11º Amaro Antunes +1m36

12º João Rodrigues +1m36

21º Daniel Mestre +5m33

29º Ricardo Vilela +7m12

30º Joni Brandão +7m12»

Já na página da FPC ficou registado: « JOSÉ NEVES CAMPEÃO NACIONAL DE FUNDO APÓS DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA

José Neves (W52-FC Porto) é o novo campeão nacional de fundo, depois de impor-se em solitário na corrida de 192,2 quilómetros, disputada, hoje, em Castelo Branco.

O ciclista que, nesta época, regressou à estrutura portista foi um dos elementos mais ativos na estratégia ofensiva da W52-FC Porto. Partindo com mais corredores do que os adversários, por ter um plantel maior, os comandados de Nuno Ribeiro atacaram, com vários corredores, desde o quilómetro inicial. As restantes formações, e mesmo os corredores emigrantes que competiram sem equipa, não se fizeram rogados e a situação de corrida foi mudando constantemente, com muitos ciclistas a passarem pela cabeça de corrida em momentos distintos. Ao quilómetro 70, ainda na volta por fora da cidade de Castelo Branco, José Neves saiu do pelotão integrado num grupo de oito corredores. A entrada no circuito urbano de 21,6 quilómetros, que seria percorrido cinco vezes, permitiu a formação de uma cabeça de corrida com 16 corredores. Foi entre estes homens que a corrida viria a decidir-se.

A W52-FC Porto tinha quatro homens no grupo mais adiantado. Cabia-lhe a responsabilidade de jogar as peças no tabuleiro da estratégia, embora a Rádio Popular-Boavista também ali estivesse representada com três elementos. Os portistas acertaram à primeira tentativa para levar de vencida a prova. José Neves foi o primeiro do quarteto da W52-FC Porto a atacar. Saiu a mais de 30 quilómetros da chegada, foi ganhando terreno e nunca mais os adversários lhe puseram a vista em cima até à cerimónia do pódio.

José Neves terminou a prova com 4h38m18s (média de 41,437 km/h). Rui Oliveira e Gaspar Gonçalves adiantaram-se na luta pelo segundo lugar, chegando ambos a 47 segundos do vencedor, com o homem da UAE Team Emirates à frente do representante da Tavfer-Measindot-Mortágua.

"Vencer os Campeonatos Nacionais é uma enorme sensação de orgulho e dever cumprido. Durante a corrida tentámos estar sempre na frente e, a certa altura, percebi que os adversários estavam em dificuldade e tentei a minha sorte. Arranquei a uma volta do fim e consegui fazer uma diferença de tempo suficiente para chegar à vitória. Já tinha sido campeão nacional duas vezes em sub-23 e espero vir a conquistar mais títulos de campeão nacional no futuro. Para já, estou muito orgulhoso de poder vestir esta camisola durante um ano", regozijou-se José Neves.»

Em suma, José Neves, da W52-FC Porto, é o Campeão Nacional 2021, superando ciclistas do World Tour como Rui Oliveira (UAE Emirates), Nélson Oliveira (Movistar) ou João Almeida (Deceuninck – Quick-Step), sucedendo a Rui Costa (UAE Emirates) no lugar mais alto do pódio.

~~~ ***** ~~~

Com este são já dez os títulos nacionais de fundo (estrada) ganhos pelo FC Porto. Sendo assim este o 10º CAMPEONATO NACIONAL DE FUNDO ganho pelo FC Porto na sua história, numa lista de honra que consta dos triunfos obtidos em (anos) e por (ciclistas em representação do FC Porto):

1946 - Fernando Moreira

1950 - Luciano Moreira de Sá    

1951 - Fernando Moreira de Sá

1953 - Onofre Tavares

1960 - Azevedo Maia

1962 – José Pacheco

1978 - Fernando Mendes

1981 – Fernando Fernandes

1982 - Marco Chagas

2021 – José Neves

Armando Pinto - JUNHO DE 2021

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martes, 8 de diciembre de 2020

Efeméride: Campeonatos Nacionais de Pista de 1968: Cosme de Oliveira, Custódio Gomes e Equipa do FC Porto - Campeões Nacionais (de Portugal)!

A 8 de dezembro de 1968, domingo e Dia Santo, em tempo que ainda era Dia da Mãe, o estádio das Antas foi local da realização dos Campeonatos Nacionais de Pista. Cujas provas decorreram então na manhã desse dia, às voltas na pista de ciclismo do estádio do FC Porto. Tendo faltado os ciclistas apurados de outras equipas, por estórias da história do ciclismo português por esses tempos. 

Foram vencedores os ciclistas do FC Porto Custódio Gomes em Velocidade, Cosme de Oliveira em Perseguição, e por equipas a equipa do FC Porto formada por Joaquim Leão, Alberto Carvalho, Joaquim Leite e José Azevedo. No final houve entregas das camisolas de campeões nacionais aos respetivos titulares, envergadas aos campeões, pelo ciclista Américo Silva, do Benfica, e pelos diretores Albano Pedroso e Venceslau Teixeira, respetivamente seccinista cessante e seu sucessor no pelouro de ciclismo do FC Porto. De cuja cerimónia e das provas há imagens em filme dos arquivos da RTP, em   https://arquivos.rtp.pt/conteudos/ciclismo-campeonatos-nacionais-de-pista/

De tal dia se recorda o sucedido através de recortes do jornal O Porto, de arquivo pessoal do autor desta recordação.

Armando Pinto -  Dezembro de 2020

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miércoles, 29 de abril de 2020

Recordando: - Vitória de Artur Coelho (FC Porto) no Campeonato do Norte de Portugal em 1958


Atualmente a época do ciclismo profissional está em espera, aguardando evolução do estado derivado da pandemia do Coronavírus. Senão já estaria na estrada, com o natural decurso das primeiras provas da época. Enquanto isso não chega, na espera por novidades quanto ao futuro das corridas de bicicletas pelas estradas portuguesas, resta para já recordar algo do início de outras épocas, reportando a eras antigas no caso.  


Assim, nos princípios de época do ciclismo de alto nível, tempos houve em que os Campeonatos Regionais de Fundo (em “Estrada”) tinham a primazia no calendário velocipédico, primeiro com corridas divididas no Norte e no Sul, até haver encontro a nível Nacional, pela Primavera. Seguindo-se depois as outras provas de clássicas, circuitos, de modo a ser atingido ponto de rebuçado na chegada à Volta a Portugal.

Calha então, aqui e agora, recordar um dos triunfos portistas no ciclismo de antanho, em vislumbre por uma das corridas de início de época, detendo atenções no Regional do Norte. Deitando olhos ao Campeonato Regional de 1958, pelo registo do jornal O Porto, nesse tempo. Pois noutros jornais não apareciam muitas notícias sobre o ciclismo do Norte, efetivamente.


Então, através de registos do jornal nesse tempo existente como órgão oficial do FC Porto, em suas edições de 5 e 12 de março de 1958, fica-se com notícia de vitórias de Artur Coelho, ciclista do FC Porto, na primeira e segunda prova a contar para o Campeonato Regional do Norte. E com esses dois triunfos consecutivos, o mesmo Artur Coelho assegurou o título de Campeão do Norte, em 1958.  



Artur Coelho, natural de Felgueiras, onde viveu até à juventude, e mais tarde residente em Vizela, era então um dos mais cotados ciclistas do FC Porto e um dos grandes animadores das corridas de ciclismo nacional.


Recorde-se que ainda no início deste ano 2020 ficou historiado no livro “Ciclistas de Felgueiras”, publicado recentemente, da autoria do autor deste blogue. Entre os cicclistas naturais de Felgueiras que correram na Volta a Portugal.

E se ele noutros anos chegara já a ser por algumas vezes camisola amarela na Volta a Portugal, assim como ganhara alguns Grandes Prémios, e inclusive em 1957 foi o vencedor da Clássica 9 de Julho-Volta a São Paulo, no Brasil, também não se deixava bater facilmente em qualquer outa corrida, como no Regional de Fundo, campeonato de provas de estrada. Tal o caso, em que, como bom estradista e sprinter venceu o Campeonato Regional de Fundo da Associação de Ciclismo do Norte, em 1958.


© Armando Pinto  =  abril de 2020

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martes, 24 de marzo de 2020

A traição de Ronse






Ronse é uma pequena cidade belga da região da Flandres. A sua ligação com ciclismo é naturalmente muito forte. É palco de passagem das várias corridas belgas de apenas um dia. Por Ronse passa normalmente a Ronde Van Vlaanderen e o seu Kluisberg com 1km de distancia, 6,5% inclinação média e 15% máximo.

Ronse também é conhecida pelos dois mundiais de ciclismo aí disputados: em 1988 ganhos por Maurizio Fondriest e em 1963 vencidos pelo jovem belga Benoni Beheyt, Mundiais esses que acabaram em polémica.

Quando o tiro de partida foi dado em Ronse havia um ciclista favorito a vencer os 323km essencialmente acidentados no típico terreno flamengo. Era o belga Rik van Looy.

Van Looy era na altura uma das maiores estrelas do ciclismo mundial. Disputava o título de “estrela maior” com nomes como: Frederico Bahamontes, Jacques Anquetil e Raymond Poulidor. Vencedor dos mundiais de ciclismo em 1960 e 1961, Van Looy apresentava em 1963 um palmarés notável. Com 31 anos e num grande momento de forma o belga já tinha vencido os 5 Monumentos do Ciclismo (Paris-Roubaix , Liége-Bastogne-Liége, Ronde van Vlaanderen, Milano-SanRemo e Giro da Lombardia ). Também tinha no currículo 12 etapas do Giro de Itália e em 1963 no Tour de France venceu 4 etapas. Rik Van Looy , o Keizer van Herentals como era conhecido, tinha uma seleção belga preparada inteiramente para o ajudar. A tática era simples: controlar as fugas de nomes importantes e atacar a corrida no Kluisberg a cerca de 10km da meta. Quando a corrida passou pelo “Muur” de Kluisberg apenas 26 ciclistas estavam na frente com os belgas a comandar a corrida com 6 elementos e o seu líder Rik Van Looy. Tudo corria como previsto e à entrada para o último km já com o risco de meta à vista não parecia haver grandes dúvidas: entre a multidão todos gritavam por um nome: o herói belga , o Imperador, Van Looy que estava perto de conquistar o seu terceiro mundial de ciclismo de estrada.

Van Looy estava prestes a cortar a meta e a erguer os braços no ar. Mas atrás do grupo da frente vinha outro belga que se manteve sempre na mesma posição. Era o jovem de 22 anos Benoni Beyeht que se estreava na seleção do seu país. Aos poucos Beyeht ganhava posições e estava agora atrás do seu líder Van Looy. Num momento de “loucura “o jovem ciclista da equipa Wiel’s-Groene Leeuw agarrou no selim de Van Looy e cruzou a linha de meta em primeiro. Beyeht tinha ganho os mundiais de ciclismo. Todos estavam incrédulos. Rik Van Looy nem uma palavra dizia, o seu rosto estava fechado e perto de explodir. A comitiva belga não sabia se podia festejar ou se se mantinha calada e na multidão havia um silêncio geral e todos estavam espantados com o que acabaram de ver. O seu Imperador fora derrotado por um jovem de 22 anos . Esta cena não estava prevista na peça dos Mundiais de Ciclismo de Ronse e muitos dos fãs de Van Looy apelidaram-na de “ a Traição de Ronse”.
Beyeht ultrapassa Van Looy em cima da meta

Na cerimónia do pódio o clima era tenso. Van Looy nem levantou a cabeça , o terceiro classificado , o holandês Jo de Haan, não sabia o que fazer e mesmo o vencedor Beyeht festejou timidamente a sua maior conquista como profissional de ciclismo.

Benoni Beyeht provavélmente sabia o que seria a sua vida daqui para a frente. Ninguém lhe deu os parabéns. Nem os seus companheiro de seleção. Rik Van Looy tinha muito poder nos meandros do ciclismo e ninguém queria ficar contra o todo poderoso Imperador belga.

A “Traição de Ronse” passou a barreira do ciclismo profissional e nalguns bares e cafés belgas, os poucos adeptos de Beheyt discutiam ferverosamente com os fãs de Van Looy. Muitas vezes essas  discussões terminavam com socos e pontapés.

Rik Van Looy nunca esqueçeu o que Benoni Behety lhe fez naquela tarde de 11 de Agosto de 1963 e os dois nunca mais falaram deste então. Van Looy continuou a conquistar corridas mas a carreira de Behety não foi a esperada para um campeão do mundo. Quando o contrato com a sua equipa terminou nenhuma equipa o quis. Deixou de ser convidado para os principais critérios e a sua carreira terminou dois anos depois de vencer os Campeonatos do Mundo.

A “ Traição de Ronse” tinha ganho outro capítulo : “ a Maldição de Ronse” . Ninguém se pode meter com o Keizer van Herentals…

Boas pedaladas.

Pedro Bento ( Aguadeiro Trepador: https://aguadeirotrepador.blogspot.com/ )
 

jueves, 19 de diciembre de 2019

Mundial de 1980


Era el 31 de agosto de 1980 y ninguno de los que lo corrieron lo ha olvidado. La víspera, Anquetil advirtió: “Aquí van a acabar 15”. Lo clavó. Acabaron 15. Ganó Hinault, en el mejor día de su vida. Nuestro Juan Fernández ganó la medalla de bronce. Aún lo tiene por el peor día que pasó en su vida.

Aquello fue en Sallanches, en la Alta Saboya, al pie del Mont Blanc. Un circuito de 13,4 kilómetros, al que había que dar 20 vueltas, así que 268,4 kilómetros en total. La trama estaba en mitad del recorrido: la Côte de Domancy, a las afueras de la ciudad. Una cuesta de 2,7 kilómetros, en los que remontaba 200 metros. Algunas rampas eran hasta del 16%.

Juan Fernández recuerda que fueron tres días antes, a adaptarse. El día siguiente hicieron el circuito: “Cuando subíamos, nos mirábamos unos a otros. Nos estábamos diciendo todos lo mismo con la mirada: que no acabábamos ni uno”.

Para más inri, llovía cuando los 127 corredores se pusieron en marcha. Desde el inicio, Hinault se puso en cabeza, junto a algunos compañeros y metió tralla. En la tercera vuelta intentó saltar De Muynk e Hinault en persona le neutralizó. Luego mandó por delante a Mariano Martín y él siguió hostigando al pelotón, poseído de una rara furia. Llegaba a aquel Mundial con rabia contenida. Había ganado el Giro, pero el Tour lo tuvo que abandonar, líder y con tres etapas ganadas, por una tendinitis. Sufrió críticas por haber intentado abusar de su cuerpo, por creerse un supermán. Y decidió cobrárselas ese día.

Con aquel ritmo, muchos pasaban la cuesta con dificultades, y en la persecución en la bajada sobre mojado, las caídas abundaban. Cada vuelta le sacaba al pelotón una loncha de corredores, primero los que caían, luego los que caían más los agotados, que al paso por meta se apeaban. Moser, Kneteman, Rass, los tres últimos campeones, estuvieron entre los primeros damnificados. Los españoles empezaron a caer como fruta madura a la mitad de la prueba.

En la vuelta 13, Hinault se escapó. Pollentier, Baronchelli, Millar y Marcussen salieron tras él, y consiguieron alcanzarle. Pero en cada subida, él pegaba un zurriagazo y así los fue dejando. El último al que soltó fue a Baronchelli, a tres vueltas del final. Y ya siguió solo hacia la victoria.

Poco después abandonó Rupérez: “No puedo más”, le dijo a Juan Fernández, que para entonces ya pensaba “qué pinto yo aquí”. Meditaba apearse antes de la cuesta cuando se le acercó el coche de Mendiburu, director de equipo: “¡Dale, Juan, dale, sufre ahí! ¡Eres el último que nos queda, terminar hoy ya es una proeza!”. Juan Fernández iba aterido, acalambrado y agotado, pero se sintió obligado a sufrir tres vueltas más.

Hinault entró triunfante, en un tiempo de 7h 32m 16s, siete horas y media largas en las que pareció disfrutar torturando a sus compañeros de oficio. Al minuto y pico entró Baronchelli. A casi cinco rodaba un grupito sufrido y doliente, en el que aún se sorteaba un premio, la medalla de bronce. Juan Fernández, Marcussen y Roger de Vlaeminck se descolgaron en la última subida, en la que se les fueron Panizza, Boyer, Pronk y Nilsson. Los rezagados apretaron y consiguieron conectar en la última curva el circuito, cuando los de delante ya se vigilaban unos a otros. Con la fusión, saltó Boyer, y tras él De Vlaeminck, que le neutralizó. En el consiguiente parón, saltó Juan Fernández, aún no sabe ni cómo: “Todos estaban agotados, ninguno salió, yo lo intenté, y ¡premio!”. Luego irían llegando seis corredores más, demacrados, sostenidos por el amor propio de terminar.

Para entonces, una medalla de bronce en el Mundial era una proeza en nuestro ciclismo (sólo lo había conseguido Tarzán Sáez, en 1967, luego Juan Fernández lo haría dos veces más). Mendiburu le abrazó emocionado: “¡Nos has salvado, nos has salvado!”. Para él hubiera sido una vergüenza que ningún español llegara.

Subió al podio como un autómata. Alguien le pidió un autógrafo y lo firmó con dedos tan agarrotados que luego no podía soltar el bolígrafo. Y de ahí, al control antidopaje.

“Era en el segundo piso de un polideportivo. Subí como un anciano, agarrándome a la barandilla, vacilante. En eso me pasó Hinault, que subía los escalones de dos en dos. Me miró, me sonrió y me dijo: ‘Ça va? [¿cómo estás?]’ Y siguió para arriba”.

Fuente: diario El País

Por Manuel Aguirre (c) 2019





lunes, 11 de noviembre de 2019

Os mundiais de 1973 e o sprint de Montjuic


Mundiais de Ciclismo : Montjuic 1973

Nunca um final da prova de fundo masculina em mundiais de ciclismo foi tão falado e discutido como aquele que aconteceu no final da tarde de 2 de setembro de 1973. O sprint, depois da subida ao castelo de Montjuic teve 4 protagonistas: os belgas Eddy Merckx (vencedor do Giro e Vuelta desse ano) e o irreverente Freddy Maertens , o italiano Felice Gimondi e a estrela espanhola Luís Ocaña que tinha acabado de dar a Espanha o seu segundo triunfo no Tour de France.


Os mundiais de 73 começaram mesmo antes do tiro de partida.  Da Bélgica vinham duas figuras. O jovem de 21 anos Freddy Maertens e Eddy Merckx . Em 1973 o “Canibal” já tinha ganho tudo o que havia para ganhar: as 3 grandes voltas, os 5 monumentos e os mundiais de ciclismo.  Mas Maertens ainda não tinha vitórias no seu currículo. Nesse ano, a sua primeira temporada como profissional, alcançou um prestigiante segundo lugar no Tour de Flanders e um quinto posto no “Inferno do Norte”: Paris – Roubaix. A sua irreverência e ousadia valeram-lhe desde cedo uma boa base de fãs. O seu potencial era muito e depressa chegou à melhor equipa de ciclismo do mundo: a Flandria. Para todos, incluindo para a equipa belga, o jovem Freddy seria o fiel escudeiro de Merckx na busca pelo seu terceiro título mundial. Maertens não concordou e depressa fez saber que não iria a Barcelona para correr para Eddy.


O clima na seleção da Bélgica era de cortar à faca e pior ficou quando a 100km da meta , Eddy Merckx acelera na frente da corrida ficando isolado. O seu plano era chegar sozinho à linha de meta instalada em Montjuic. Maertens apenas teria que controlar os adversários, mas ao contrário do esperado foi o próprio Freddy que persegue o seu líder e o grupo da frente rola compacto outra vez. A 30km do fim e na penúltima ascensão a Montjuic o “Canibal” insiste novamente e elimina todos os seus adversários. No momento ninguém responde, mas passados alguns metros é de novo Maertens a ter as despesas da perseguição. A comitiva belga estava incrédula. Arrastados pelo jovem belga, Felice Gimondi e Luis Ocaña alcançam Merckx e os últimos quilómetros são percorridos por um quarteto de luxo.


Merckx e Maertens tinham obrigatoriamente de se entenderem. Em maioria no grupo, o título de campeão do mundo não poderia fugir às cores belgas. O acordo entre os dois era o seguinte: Maertens iria acelerar nos km´s finais lançando Merckx para a vitória. A recompensa seria um chorudo cheque de francos suíços. Freddy acelerou e tudo corria como previsto, mas a 500m da meta o jovem corredor da Flandria força ainda mais e quando olha para trás apercebe-se que Merckx não consegue seguir na roda. Tarde demais, a meta estava a escassos 30m e era preciso sprintar. Gimondi apercebe-se do sucedido e lança-se nos metros finais conseguindo assim o seu primeiro e único título de campeão do mundo de estrada.


O escândalo e a controversa reinavam na seleção belga. Gritos e discussões junto dos carros de apoio e mais tarde no hotel. Maertens acusa os adeptos de Merckx de lhe lançarem água gelada e outros objetos durante a prova. Ambos acusaram um e outro de traição.  À custa do sprint do mundial de 1973 os 2 estiveram 34 anos sem se falar.  


Em 2007 , durante o Tour de France, os 2 ex – clclistas belgas tem um encontro inesperado. Maertens está a fumar e Merckx pede-lhe um cigarro e conversa.


“ Freddy temos de falar sobre Montjuic”


“ Ok Eddy, concordo”


Estiveram horas a falar e no final da noite apertaram as mãos como 2 grandes campeões .
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Freddy Maertens fui um dos melhores sprinters de todos os tempos. O belga alcançou 221 vitórias enquanto profissional com destaque para as 15 etapas no Tour de France, as 7 no Giro de Itália e as 13 na Vuelta a Espanha numa única edição. É um recorde que se mantém até aos dias de hoje e que lhe valeu a vitória na geral individual da prova espanhola de 1977. É o único sprinter a vencer uma grande volta.


O currículo de Maertens tem uma falha: nunca ganhou um dos 5 Monumentos do ciclismo mundial. No museu da Ronde Van Vlaanderen em Oudennarde a placa do vencedor da edição de 1977 tem o nome de Roger de Vlaeminck , por cima aparece outra mais pequena: “ Vencedor Moral : Freddy Maertens” . Mas essa estória fica para outra ocasião.


Boas pedaladas,


Pedro Bento (Aguadeiro Trepador Blog)


Nunca se ha hablado y discutido tanto un final de la Copa del Mundo masculina como la que tuvo lugar al final de la tarde del 2 de septiembre de 1973. El sprint después de la subida al Castillo de Montjuic tuvo 4 protagonistas: los belgas Eddy Merckx (ganador del Giro y Vuelta de ese año) y los irreverentes Freddy Maertens, el italiano Felice Gimondi y la estrella española Luís Ocaña, que acababan de dar a España su segundo triunfo en el Tour de Francia. 


Los Campeonatos del Mundo de 73 comenzaron justo antes del tiro inicial. De Bélgica llegaron dos figuras. Freddy Maertens y Eddy Merckx, de 21 años. En 1973, el "Caníbal" había ganado todo lo que había que ganar: las 3 grandes Vueltas, los 5 monumentos y los campeonatos mundiales de ciclismo. Pero Maertens todavía no tenía victorias en su currículum. Ese año, su primera temporada como profesional alcanzó un prestigioso segundo lugar en el Tour de Flandes y un quinto lugar en el "Infierno del Norte": París - Roubaix. Su irreverencia y audacia le valieron una buena base de seguidores desde el principio. Su potencial era muy alto y pronto llegó al mejor equipo de ciclismo del mundo: Flandria. Para todos, incluido el equipo belga, el joven Freddy sería el escudero leal de Merckx en busca de su tercer título mundial. Maertens no estuvo de acuerdo y pronto dio a conocer que no iría a Barcelona para correr por Eddy.


El estado de ánimo en el escuadrón belga era cortante y peor cuando 100 millas de la línea de meta, Eddy Merckx aceleró antes de la carrera para aislarse. Su plan era alcanzar la línea de meta instalada solo en Montjuic. Maertens solo tendría que controlar a sus oponentes, pero, contrariamente a las expectativas, fue el propio Freddy quien persiguió a su líder y el grupo delantero vuelve a ser compacto. A 30 km del final y en el penúltimo ascenso a Montjuic, el Caníbal insiste nuevamente y elimina a todos sus oponentes. Por el momento nadie responde, pero después de unos metros, Maertens volverá a hacerse cargo de los gastos de la persecución. El séquito belga estaba incrédulo. Arrastrados por el joven belga, Felice Gimondi y Luis Ocaña llegan a Merckx y los últimos kilómetros están cubiertos por un cuarteto de lujo.


Merckx y Maertens tuvieron que entenderse. La mayoría en el grupo, el título de campeón mundial no pudo escapar de los colores belgas. El acuerdo entre los dos fue el siguiente: Maertens aceleraría en los últimos kilómetros tirando a Merckx a la victoria. La recompensa sería un gran cheque de francos suizos. Freddy aceleró y todo salió como se esperaba, pero a 500 metros de la línea de meta, el joven corredor de Flandria tira aún más fuerte y cuando mira hacia atrás se da cuenta de que Merckx no puede seguir el volante. Demasiado tarde, el objetivo estaba a solo 30 metros y era necesario correr. Gimondi se da cuenta de lo que sucedió y se lanza a los metros finales, logrando así su primer y único título de campeón mundial de ruta.


El escándalo y la controversia reinaban en el equipo belga. Gritos y discusiones por parte de los autos de apoyo y luego en el hotel. Maertens acusa a los fanáticos de Merckx de tirar agua helada y otros objetos en la carrera. Ambos los acusaron a ambos de traición. A expensas del sprint de la Copa Mundial de 1973, los dos tenían 34 años sin hablar.


En 2007, durante el Tour de Francia, los 2 ex ciclistas belgas tuvieron un encuentro inesperado. Maertens fuma y Merckx le pide un cigarrillo y habla.


"Freddy tenemos que hablar de Montjuic"


"Ok Eddy, estoy de acuerdo"


Pasaron horas hablando y al final de la noche se dieron la mano como dos grandes campeones.


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Freddy Maertens fue uno de los mejores velocistas de todos los tiempos. El belga ha logrado 221 victorias profesionales, con 15 etapas en el Tour de Francia, 7 en el Giro de Italia y 13 en la Vuelta a España en una sola edición. Es un récord que permanece hasta el día de hoy y le valió la victoria individual general de la carrera española de 1977. Es el único velocista en ganar una gran vuelta.


El currículum de Maertens tiene una falla: nunca ha ganado uno de los 5 Monumentos del Ciclismo Mundial. En el museo Ronde Van Vlaanderen en Oudennarde, la placa del ganador de la edición de 1977 lleva el nombre de Roger de Vlaeminck, sobre la cual aparece una más pequeña: "Ganador moral: Freddy Maertens". Pero esta historia es para otra ocasión.


Buen pedaleo,


Pedro Bento (Aguadeiro Trepador Blog)







martes, 13 de noviembre de 2018

La plata más amarga




Todos recordaremos el mundial de Florencia en nuestra memoria.. viendo a Purito llorar en el podium.. el catalán estuvo a 300 metros de ganar el oro en un desenlace fatídico en el que Rui Costa fue el más listo pero.. cómo pasó ? Vayemos a 2013. Florencia.

El mundial era ideal para España. Un recorrido con los Primeros 100 kilómetros Llanos, pero últimos 130 kilómetros duros a las afueras de Florencia con 2 subidas cerca de meta. La primera, fiesole 4km con rampas de 5% de media y 9% de máximas a sólo 15 km de meta y la otra subida a via salviati 600 metros al 10% máximas de 16% a sólo 8 de meta... ideales para corredores explosivos cómo Valverde, Purito, Samuel Sánchez... un mundial para ir a por el oro...

El dia de mundial comenzó en Firenze con frio, lluvia y más lluvia.. las primeras 4 horas de carrera se hicieron bajo el dilivio, con una fuga delante y frio y más frío en un dia de perros.. Italia en casa comandaba.. Nibali era otro gran favorito y además venia de ser 2 en la vuelta que ganó horner. El squalo se fue al suelo en un momento pero sólo fue un susto..




La carrera seguía y se acercaba las 2 últimas vueltas al circuito final cuando Italia y España las 2 selecciones más fuertes empezaban a enseñar los dientes.. unos para Nibali y otros para el binomio Valverde - Purito. Ambas selecciones querían eliminar a los corredores rápidos cómo Sagan, Boason Hagen, el peligroso Cancellara, el potente Gilbert.. 

Y asi fue... en la última vuelta y a falta de 15km en la subida a fiesole Italia se movió.. estaban en casa y querían el oro si o si.. primero movió el árbol Visconti, luego scarponi  endureció el grupo donde se estaban quedando corredores y corredores... y Nibali remató con un ataque en la última parte de la subida. España atenta salió con Purito a por el squalo y Valverde siempre en la Guardia aguantó en un grupito de sólo 3 corredores con Rui Costa, Uran, y el propio Valverde. Los 5 eran los más fuertes y se jugarían el oro.. llegaria la traca final. 

En el descenso de fiesole se cayó uran. El colombiano y su malfario seguían de la mano.. era un corredor menos en la lucha.. Purito se movió en ese descenso, pillo, listo, aprovechó la calzada mojada para coger unos metros y unos segundos que hicieron ponerse por delante unos 10' sobre Nibali, Rui Costa y un Valverde que hacia de freno. Estrategia de 10.. llegaba la última subida. Cortita pero criminal. La de via Salviati. 

En esa subida Nibali lo dio todo.. Purito estaba delante, el italiano no quería que se le fuera el oro en casa y se vació en esos 600 metros.. no pedia relevos, sólo miraba hacia delante... el sólo cerró ese hueco.. y en el descenso de nuevo reagrupamiento a falta de sólo 5km.. sólo faltaba un mini repecho de 150 metros duro donde ya con las fuerzas tocadas iba a ser determinante y lo fue.. esa subidita está a falta de 3km y de nuevo España estuvo de 10.. Valverde delante hizo de freno en la subida para el ataque de Purito que pilló desprevenido a Nibali y a Rui Costa. De nuevo Purito cogia unos metros que podían ser definitivos...

Cogió 10' segundos. Tiraba para adelante el catalán, ese movimiento 2x1 de España podía ser definitivo.. curva cerrada, curva abierta, pedalada y pedalada sólo 2km para la gloria, atrás llegaría el momento determinante.. en una curva cerrada Rui Costa que iba 3 atacó en silencio donde ni Nibali ni Valverde se dieron cuenta.. y cuando se dieron y pudieron ir a por el,  Nibali estaba KO.. y Valverde quién sabe dejó la tostada al italiano, o no tenia fuerzas.. el caso es que tampoco salió y dejo al portugués que fuera a por Purito. 

A falta de sólo 1km Purito veia la gloria, el arcoiris, el ganar un mundial, el cerrar una carrera de ensueño, pero por atrás Rui Costa se acercaba.. estaba fresco, no gastó y fue el más listo.. llegó a Purito a falta de 500 metros... Purito no daba crédito, miraba atrás.." cómo se le ha escapado a Valverde ? ! " pensó el catalán estaba reventando.. el había sido el más fuerte y el que quemó sus balas, el portugués estaba mejor.. se la jugarían mano a mano.. asi fue.. Rui arrancó y Purito por detrás apretó los dientes en tele se veía que era disputado pero no.. Rui le ganó el mano a mano.. campeón. Purito 2. Valverde ganó el bronce a Nibali.. España lo hizo todo de 10 menos el desenlace. 

El seleccionador minguez dijo " Valverde debió salir hasta por el apuntaor " porque no salió Valverde a por rui ? Sólo lo sabe el. Mientras Purito en el cajón terminó desolado y llorando.. sabedor de que el oro era suyo y que tal castigo no se lo merecia. La plata más amarga. 




Por Ricardo Sánchez (c)




domingo, 8 de octubre de 2017

Abraham Olano (Parte 2)


No todo el mundo estuvo de acuerdo con la victoria de Olano en el Mundial de Colombia hoy hace 22 años, y de nuevo tiramos de hemeroteca del diario El País:
"Olano fue el más listo". Después de la euforia, de la venta de españolismo, de la interpretación emotiva del gesto de Induráin que propició la gesta de Olano, las reflexiones en el entorno del corredor navarro tienden hacia un sentimiento de frustración y de enfado. El sueño de un Induráin batiendo el récord de la hora con el maillot arcoiris se ha roto. Lo que queda en frío es que Olano ganó el Mundial y que Induráin fue derrotado. Consideran, sin reprocharle nada a Induráin, que el navarro no puso todos los medios para la victoria, que se dejó vencer por un espíritu de compañerismo anacrónico.
"Le falta el egoísmo que debe tener todo gran campeón. Si estamos preparados para ir a 140 y vamos a 120... Cuando te preparas para ganar sólo sirve la victoria", opinan los próximos. "Si fuéramos el Osasuna nos valdría quedar terceros, pero siendo el Madrid sólo nos vale la victoria. Su plata fue, así, una decepción. Una aventura no culminada por el éxito"."He roto las tablas de alguno", dijo Olano horas después de su triunfo, comparando tácitamente su preparación, que pasé por la Vuelta, con la de Induráin, que sufrió durísimos entrenamientos en Colorado. Todo el trabajo de un equipo, sin recompensa. El guipuzcoano quería ganar el Mundial y puso todos los medios para ello. "En una carrera como ésta no siempre gana el más fuerte", añadió el hombre que lucirá todo un año el maillot arcoiris.
El ciclismo no es como el fútbol: se trabaja en equipo pero sólo gana uno, no como la selección de fútbol; en la que triunfa tanto el que da el pase como el que mete el gol.
El control de la situación de la carrera se le complicó a Induráin cuando pinchó a falta de vuelta y media. Cambió de bicicleta y la nueva montura se le hizo extraña; además, sus piernas se resintieron por la lluvia -incluso pensó en abandonar. cuando se cayó Chiappucci y vio lo imposible que era el descenso- y no se encontró a gusto. "El cuerpo me funcionaba perfectamente, pero las piernas no me respondían al 100%", dijo Induráin. Olano aprovechó la cola de un ataque del navarro para soltar el suyo definitivo.
Induráin se quedó atado de pies y manos. "Si ataco a los que iban conmigo [Pantani y Gianetti], a lo mejor echo a perder todo, y no ganamos ni Olano ni yo". Induráin pensó en un principio que el ataque de Olano no sería bueno -"no sabía cómo iba Olano, porque se había quedado en las dos vueltas anteriores"- y que le venía bien para machacar a los rivales. "Después, la carrera salió como tenía que salir, no había vuelta de hoja. Pero bueno, quedan más rmíndiales". En el aire siempre queda la duda de qué habría pasado si Induráin ataca antes.
La fiesta de celebración de la selección española en el hotel de Paipa tuvo un aire forzado, de compromiso. Induráin y Olano sólo se juntaban o se daban la mano a requerimiento de los fotógrafos, en plan publicitario. Ni siquiera la actuación del seleccionador, Pepe Grande, caldeó el ambiente.
Olano se compara con un lobo -"ataca en manada y en solitario"- Su triunfo es magnífico para el ciclismo español, que puede enseñar al mundo los dos mejores corredores y pensar que ya hay heredero. Pero no deja de ser triste que el mejor no ganara. Y que el que le derrotara vaya por la vía meteórica, una ruta dudosa en ciclismo. Le llegó la hora a los 25 años. Induráin tiene 31."


Podium del Mundial de Colombia 1995

Fuente: Diario "El País"

Por Manuel Pérez Aguirre



lunes, 25 de septiembre de 2017

Todos los campeones del mundo en ruta

  Año Campeón País
1927  Alfredo Binda Italia
1928  Georges Ronsse Bélgica
1929  Georges Ronsse Bélgica
1930  Alfredo Binda Italia
1931  Learco Guerra Italia
1932  Alfredo Binda Italia
1933  Georges Speicher Francia
1934  Karel Kaers  Bélgica
1935  Jean Aerts Bélgica
1936  Antonin Magne Francia
1937  Eloi Meulenberg Bélgica
1938  Marcel Kint Bélgica
1946  Hans Knecht Suiza
1947  Theo Middelkamp Países Bajos
1948  Briek Schotte Bélgica
1949  Rik Van   Steenbergen Bélgica
1950  Briek Schotte Bélgica
1951  Ferdi Kübler Suiza
1952  Heinz Müller RFA
1953  Fausto Coppi Italia
1954  Louison Bobet Francia
1955  Stan Ockers Bélgica
1956  Rik Van   Steenbergen Bélgica
1957  Rik Van   Steenbergen Bélgica
1958  Ercole Baldini Italia
1959  André Darrigade Francia
1960  Rik Van Looy Bélgica
1961  Rik Van Looy Bélgica
1962  Jean Stablinski Francia
1963  Benoni Beheyt Bélgica
1964  Jan Janssen Países Bajos
1965  Tom Simpson Gran Bretaña
1966  Rudi Altig RFA
1967  Eddy Merckx Bélgica
1968  Vittorio Adorni Italia
1969  Harm Ottenbros Países Bajos
1970  Jean Pierre
 Monseré
Bélgica
1971  Eddy Merckx Bélgica
1972  Marino Basso Italia
1973  Felice Gimondi Italia
1974  Eddy Merckx Bélgica
1975  Hennie Kuiper Países Bajos
1976  Freddy Maertens Bélgica
1977  Francesco Moser Italia
1978  Gerrie Knetemann Países Bajos
1979  Jan Raas Países Bajos
1980  Bernard Hinault Francia
1981  Freddy Maertens Bélgica
1982  Giuseppe Saronni Italia
1983  Greg Lemond Estados Unidos
1984  Claude Criquielion Bélgica
1985  Joop Zoetemelk Países Bajos
1986  Moreno Argentin Italia
1987  Stephen Roche Irlanda
1988  Maurizio Fondriest Italia
1989  Greg Lemond Estados Unidos
1990  Rudy Dhaenens Bélgica
1991  Gianni Bugno Italia
1992  Gianni Bugno Italia
1993  Lance Armstrong Estados Unidos
1994  Luc Leblanc Francia
1995  Abraham Olano España
1996  Johan Museeuw Bélgica
1997  Laurent Brochard Francia
1998  Oscar Camenzind Suiza
1999  Óscar Freire España
2000  Romans Vainsteins Letonia
2001  Óscar Freire España
2002  Mario Cipollini Italia
2003  Igor Astarloa España
2004  Óscar Freire España
2005  Tom Boonen Bélgica
2006  Paolo Bettini Italia
2007  Paolo Bettini Italia
2008  Alessandro Ballan Italia
2009  Cadel Evans Australia
2010  Thor Husvod Noruega
2011  Mark Cavendish Gran Bretaña
2012  Philippe Gilbert Bélgica
2013  Rui Costa Portugal
2014  Michal   Kwiatkowski Polonia
2015  Peter Sagan Eslovaquia
2016  Peter Sagan Eslovaquia
2017  Peter Sagan Eslovaquia

Palmarés:
Con 3 títulos:
Alfredo Binda Italia
Rik Van Steenbergen Bélgica
Eddy Merckx Bélgica
Óscar Freire España
Peter Sagan Eslovaquia
Por países:
Bélgica (25)
Italia (19)
Francia y Países Bajos (18)
España (5)
Suiza, Estados Unidos y Eslovaquia (3)
Alemania y Gran Bretaña (2)
Australia, Irlanda, Noruega, Polonia, Letonia y Portugal (1)

Por Javier Bravo